Dr. Eduardo Garcia

CRM-SP 127.022
Otorrinolaringologia clinica e cirúrgica

Nariz

Desvio de septo

Postado por | Nariz |


Você sabe o que é desvio de septo? Septo nasal é uma parede constituída por osso, cartilagem e mucosas que separa uma narina da outra. O esperado seria que essa separação resultasse em duas fossas nasais idênticas, o que raramente acontece. O desvio de septo pode ser um distúrbio congênito ou manifestar-se na infância, durante o desenvolvimento dos ossos da face. Ou, então, resultar de processos inflamatórios, infecciosos crônicos ou cirurgia. Pode, ainda, ser provocado por traumatismos. A pessoa fere o nariz numa queda, num acidente automobilístico ou ao praticar esportes, por exemplo. O principal sintoma do desvio de septo nasal é a dificuldade de respirar pelo nariz. Além disso, outros sintomas do desvio de septo são:
• Dor de cabeça ou no rosto;
• Sangramento pelo nariz;
• Apneia de sono;
• Nariz entupido;
• Ronco;
• Cansaço excessivo.
Nem sempre os desvios de septo precisam ser corrigidos cirurgicamente. A cirurgia (septoplastia) é indicada, quando a distorção dificulta a passagem do ar pelas vias aéreas. Nos casos em que ela se faça necessária, é importante verificar se, além do desvio, existem outros fatores responsáveis pela obstrução nasal.

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

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Epistaxe

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A epistaxe é definida como o  sangramento originário da mucosa das fossas nasais, sendo causada  por inúmeros fatores, locais ou sistêmicos. É  uma afecção comum na prática médica, sendo considerada uma das principais emergências otorrinolaringológicas. Estima-se que aproximadamente 60% da população apresentam pelo menos um episódio de epistaxe durante a vida.

A epistaxe afeta todas as idades, sem predileção por sexo. Ocorre mais frequentemente no inverno, em virtude das alterações climáticas (baixa umidade relativa do ar e baixas temperaturas), que levam a uma maior fragilidade da mucosa nasal.

Aproximadamente 90% dos sangramentos nasais têm origem na região anterior do septo nasal e são mais frequentes em crianças e adultos jovens. Geralmente são fáceis de serem controlados, raramente evoluindo com complicações.

Já os sangramentos posteriores, apesar de menos comuns, são mais graves. São mais prevalentes em idosos, necessitando frequentemente de medidas invasivas para o seu controle. Em cerca de 24% dos casos necessitam de transfusão sanguínea.

Entre as principais causas de epistaxe estão:  gripes, sinusites, traumatismos, corpos estranhos, alterações da coagulação do sangue, hipertensão arterial descontrolada, entre outros.

Diversos tratamentos têm sido propostos com o objetivo de controlar a epistaxe, com base em sua localização, na etiologia do sangramento e na experiência do médico.

O tratamento da epistaxe pode ser feito na maioria dos casos através da cauterização química do vaso sangrante com nitrato de prata ou ácido tricloroacético. Na presença de sangramento ativo difuso ou não localizado ou após falha na cauterização, recorre-se ao tamponamento nasal.

Orientações gerais, como repouso, colocação de gelo, compressão digital, compressa fria no nariz, evitar banho e alimentos quentes, evitar medicações derivadas de AAS e não tomar sol, são fornecidas a todos os pacientes com epistaxe, independentemente do tratamento realizado.

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

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Descongestionantes Nasais

Postado por | Nariz |

Para explicar a ação do descongestionantes nasais (“gotas” nasais), precisamos saber porque o nariz entope. Ao contrário do que as pessoas pensam, não é o catarro acumulado que entope o nariz. Não adianta assoar que o entupimento continuará. Estar resfriado, gripado ou em crise alérgica causa dilatação dos vasos sanguíneos, ou seja, aumenta a quantidade do sangue que irriga o nariz. Aí, os cornetos, que são projeções de osso e mucosa (órgãos esponjosos) que ficam dentro das narinas, incham causando uma obstrução a passagem de ar.
Os descongestionantes nasais possuem em sua fórmula, substâncias vasoconstritoras capazes de contrair os vasos sanguíneos  e diminuir o inchaço dos tecidos nasais, levando a um efeito descongestinante quase instantâneo. As principais substâncias presentes nas “gotas”nasais são a fenilefrina , a nafazolina e a oximetazolina.
O hábito de pingar continuamente o remédio no nariz, além de viciar pode levar a hipertensão arterial e causar taquicardia.  A longo prazo, os efeitos dos descongestionantes nasais  elevam o risco de trombose e formação de coágulos. Na mucosa nasal, o uso abusivo provoca uma reação inflamatória, fazendo com que seja preciso quantidades cada vez maiores do remédio para se obter bem-estar.
Dificilmente os pacientes viciados nessas medicações conseguem largá-las  sem orientação médica. O ideal é fazer um “desmame”, ou seja, diminuir gradativante a frequência do uso dos descongestionantes nasais. O médico otorrinolaringologista deve associar outras medicações como descongestionantes orais, corticóides tópicos nasais e soro fisiológico, até que o paciente consiga parar o uso das “gotas”descongestionantes. Em alguns casos, pode ser necessário tratamento cirúrgico (cirurgia dos cornetos/turbinectomia) quando a queixa de obstrução nasal persiste após o tratamento medicamentoso.

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