Dr. Eduardo Garcia

CRM-SP 127.022
Otorrinolaringologia clinica e cirúrgica

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Doença de Menière

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A doença de Ménière é uma labirintopatia que foi  inicialmente descrita por Prosper Menière em 1861 e em sua homenagem foi então denominada. Trata-se de uma doença que afeta o ouvido interno, sendo causada pelo aumento de pressão da endolinfa, o fluido biológico que preenche os canais semicirculares (labirinto).  A doença de Menière é um dos principais tipos do que chamamos popularmente de “labirintite”.

A doença de Menière é caracterizada por crises de: vertigens (sensação de rotação tanto do corpo quanto do ambiente) , zumbidos (percepção de ruído geralmente de tom agudo) e hipoacusia (diminuição da audição). Esses sintomas nem sempre estão presentes simultaneamente. Muitas pessoas podem também se queixar de uma sensação de pressão ou plenitude no ouvido afetado.

A doença de Ménière raramente é bilateral (afeta os dois ouvidos em apenas 10% a 15% dos casos). A perda auditiva geralmente é flutuante, ou seja, a audição piora nas crises e se recupera parcialmente ao seu final. Ao longo do tempo, e após sucessivas crises, a tendência é que audição fique seriamente comprometida.

As mulheres são mais afetadas que os homens e a maior incidência da doença  ocorre entre a quarta e quinta décadas de vida.

Nas crises além dos sintomas clássicos da doença (vertigem, zumbido e hipoacusia)  ainda é comum que aconteçam náuseas e vômitos, geralmente acompanhados de dor de cabeça. Uma crise pode durar desde poucos minutos ou até permanecer por vários dias.

Para a grande maioria dos pacientes o tratamento da doença de Menière é clínico, com uso de medicamentos, apenas durante as crises. Fisioterapia de reabilitação labiríntica pode ajudar em muitos casos.

Pode-se optar também pela solução cirúrgica (a cirurgia é denominada de descompressão de saco endolinfático), que é um procedimento reservado para os casos refratários aos tratamentos clínicos, em pacientes com grande perda de qualidade de vida, com vertigens incapacitantes.

 

 

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

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Otite externa difusa aguda

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A otite externa difusa aguda é uma afecção extremamente comum nessa época do ano, respondendo por um grande número de atendimentos nas emergências de Otorrinolaringologia. Consiste na inflamação aguda e difusa da pele que reveste o canal auditivo externo, causada predominantemente por bactérias. O paciente chega ao consultório queixando -se  de forte dor de ouvido (otalgia) após nadar em piscinas, mar ou rios. Por isso, também é conhecida como “otite do nadador”. A presença da água acaba alterando as propriedades de defesa do canal auditivo externo ,tornando-o mais suscetível a infecções. A dor pode ser intensa, acentuada pelo toque no pavilhão auricular e em regiões próximas ao pavilhão. Pode inclusive ocorrer durante a mastigação.

Ao exame físico, podemos encontrar edema e hiperemia do conduto auditivo externo, com secreção mucopurulenta em pequena quantidade. Em certos casos, a membrana timpânica pode não ser visível, devido ao edema intenso do conduto.

O tratamento da otite externa difusa aguda geralmente é feito com antibióticos tópicos, sob a forma de gotas otológicas, associados a analgésicos e antiinflamatórios.  Em alguns casos,  aspiração auricular e curativos otológicos são necessários no ato da consulta, principalmente nos casos onde existe um importante edema/inchaço do conduto auditivo externo. Nos casos graves, antibióticos orais e sistêmicos podem ser associados ao  tratamento.

 

 

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Aparelho Auditivo

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O Aparelho Auditivo também conhecido como Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI) ou simplesmente Prótese Auditiva consiste basicamente em um dispositivo eletroacústico, movido a bateria, que processa e amplifica o som em intensidade sonora suficiente para que seja ouvido confortavelmente por uma pessoa com perda auditiva. O aparelho auditivo não só amplifica o som, mas também modifica os sinais acústicos em intensidade e em características que melhoram a inteligibilidade (entendimento) da fala.
Basicamente, o aparelho auditivo é composto de três partes: um microfone (capta os sons e transforma em sinais elétricos) , um amplificador (amplifica e modifica o sinal elétrico de acordo com a necessidade do paciente) e um receptor (converte o sinal elétrico “tratado” em sinal acústico novamente e os envia para o conduto auditivo).
No passado, os aparelhos auditivos eram analógicos, necessitavam controle manual de volume e tinham programas fixos. Atualmente, graças ao desenvolvimento da tecnologia digital e a um design bastante avançado, é possível encontrar aparelhos auditivos tão pequenos que podem ser colocados no fundo do canal auditivo externo. Ainda que os controles manuais sejam uma opção, os aparelhos auditivos com processamento digital podem coletar e salvar informações sobre diferentes situações, tornando possível até o ajuste automático do aparelho. Os aparelhos auditivos digitais avançados são capazes de reduzir automaticamente os ruídos de fundo e realçar os sons, que são importantes para compreender a fala.
Finalmente, quanto á localização na orelha externa os aparelhos auditivos podem ser classificados em:
1)    Aparelhos Retroauriculares – São utilizados atrás do pavilhão auricular. O som é conduzido até o conduto auditivo através de um tubo plástico. Podem ser utilizados em qualquer idade, principalmente em crianças. Estão indicados em todos os tipos de perdas auditivas.
2)    Aparelhos Intra-auriculares – Este aparelho constitui-se em um cápsula pré moldada que ocupa a concha auricular e o conduto auditivo externo. Este fato proporciona ao microfone do aparelho melhores condições de captação do som pela amplificação natural do pavilhão auricular. É indicado para perdas leves a severas.
3)    Aparelhos Intracanais – Estes aparelhos são menores e ocupam o canal auditivo externo. São muito bem aceitos do ponto de vista estético. São indicados para perdas leves a moderadas.
4)    Aparelhos microcanais – São aparelhos colocados completamente dentro do conduto auditivo externo. Apresentam grande vantagem estética, porém tem difícil manuseio por suas pequenas dimensões.
aparelhosO aparelho auditivo deve ser indicado sempre que houver uma perda auditiva, quando o tratamento clínico e cirúrgico não puderem reparar essa perda e o paciente sentir a necessidade dessa reparação.  A avaliação audiológica é fundamental na indicação e adaptação do aparelho, seja na criança, adulto ou idoso. Através dela é possível detectar a intensidade e o tipo de perda auditiva, se uni ou bilateral, simétrica ou assimétrica e o índice de discriminação e reconhecimanto da fala. Na criança, a indicação do aparelho deve ser feita o mais precoce possível, assim que o diagnóstico de perda auditiva é feito ( o ideal é que seja feito o diagnóstico nos primeiros 3 meses de vida) . A maturação da audição na criança ocorre durante os dois primeiros anos de vida. É nesse período que existe grande plasticidade neuronal e que se dá a aquisição da fala. Daí a importância da estimulação sonora nesta fase.
Curiosidade: O desenvolvimento do aparelho auditivo não seria possível se não fosse pela contribuição de dois dos maiores inventores do final do século XIX e inicio do século XX, Alexandre Grahm Bell amplificou eletronicamente o som em seu telefone usando um microfone de carbono e uma bateria: um conceito que foi adotado pelos fabricantes de aparelhos auditivos. Em 1886, Thomas Edson inventou o transmissor de carbono que alterava os sons em sinais elétricos. Podiam viajar através dos fios e podiam ser convertidos de volta em sons. Essa tecnologia foi usada nos primeiros aparelhos auditivos.
O primeiro aparelho auditivo que usava transmissor de carbono e bateria era tão grande que precisava ficar sobre uma mesa. Na virada do século XXI a tecnologia tornou os aparelhos auditivos menores e mais precisos.

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