Apesar de populares, pouco se sabe sobre o universo dos aparelhos auditivos. Isso porque ele ainda é considerado um tabu por muitas pessoas e por isso acaba sendo vítima de muito preconceito.

Afinal, quando é realmente necessário utilizá-los? Quais são seus benefícios no tratamento da perda auditiva? Qual o melhor tipo de aparelho auditivo? É sobre isso, e muito mais, que vamos falar agora.

Ao dispositivo utilizado, em muitos casos, no tratamento da surdez é dado o nome de Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI), porém ele é popularmente conhecido como aparelho auditivo. Embora esse nome faça muito sentido, vale lembrar que se trata de uma prótese auditiva.O aparelho auditivo não só amplifica o som, mas também modifica os sinais acústicos em intensidade e em características que melhoram a inteligibilidade (entendimento) da fala.

Basicamente, o aparelho auditivo é composto de três partes: um microfone (capta os sons e transforma em sinais elétricos) , um amplificador (amplifica e modifica o sinal elétrico de acordo com a necessidade do paciente) e um receptor (converte o sinal elétrico “tratado” em sinal acústico novamente e os envia para o conduto auditivo). 

É sempre bom ressaltar a importância de um diagnóstico correto e precoce, que deve ser feito preferencialmente por um médico(a) otorrinolaringologista, para que você tenha uma excelente adaptação. Entendido o básico, vamos ao guia que vai te ajudar a entender mais sobre esse universo, que em outros tempos foi pequeno, mas que hoje é gigantesco!

PRINCIPAIS TIPOS E MODELOS DE APARELHOS AUDITIVOS

Basicamente, os modelos de aparelhos auditivos são:

  • Aparelho Auditivo Retroauricular, também conhecido como BTE, que é composto por duas partes, sendo que uma delas é introduzida dentro da orelha e a outra parte é posicionada atrás da orelha.
  • Aparelho Auditivo Intracanal, também conhecido como ITC ou CIC. É um modelo composto por uma única parte, geralmente totalmente introduzida dentro da orelha.

Dentre estes dois modelos, há uma gama de diferentes tipos de aparelhos auditivos. Vamos começar pelos aparelhos auditivos externos (BTE).

 Retroauricular tipo BTE: Utilizado em casos de perda auditiva de grau leve a profunda. Pode ser adaptado por meio de um tubo grosso e molde personalizado. A prótese é posicionada atrás da orelha e o molde é introduzido dentro dela.

Retroauricular tipo Mini-BTE: Utilizado em casos de perda auditiva de grau leve a moderadamente severa. Pode ser adaptado por meio de um tubo fino, ou até mesmo o tubo grosso, molde personalizado ou pequena oliva (sonda) de silicone. Tende a ser mais confortável que o BTE devido à diferença de tamanho.

Retroauricular tipo RIC: Assim como o BTE, atende casos de perda auditiva de grau leve a profunda. No entanto, o aparelho auditivo tende a ser menor, isso porque o componente responsável por sua potência é introduzido dentro do conduto auditivo, encaixado ao molde ou oliva utilizados para adaptação.  

Os modelos retroauriculares estão disponíveis em diversos tamanhos, funcionam através de baterias convencionais (descartáveis), porém há uma tendência cada vez mais forte de modelos recarregáveis porque, além da praticidade, são aparelhos considerados mais sustentáveis no que diz respeito às questões ambientais.

Agora vamos falar um pouco mais sobre os modelos de aparelhos auditivos internos:

Intracanal ITC: Geralmente, atende perda auditiva de grau leve a severa profunda, porém isso pode variar de acordo com cada fabricante. Analisar o tipo de perda também é muito importante pois, se mal indicado, pode gerar uma série de queixas e dificuldades na adaptação. É uma prótese feita sob medida, ou seja, uma moldagem será realizada para a confecção da prótese. Por essa razão, é considerado um aparelho auditivo customizado.

Micro canal CIC: Normalmente atende perda auditiva de grau leve a severa, embora alguns fabricantes ofereçam também linhas mais potentes. Assim como o ITC, é feito sob medida após a confecção de um pré-molde da orelha. No entanto, tem um tamanho reduzido e funciona através da menor bateria para aparelho auditivo disponível (tamanho 10). Dependendo do tamanho da orelha, pode ser considerado um aparelho auditivo invisível e quando bem indicado, é um grande aliado dos pacientes que buscam um modelo de aparelho auditivo discreto.

Atualmente alguns fabricantes disponibilizam modelos de aparelhos intracanais pré-moldados, permitindo uma adaptação rápida e instantânea, ou seja, sem a necessidade de moldagem. Outra novidade, é a recém-chegada do aparelho auditivo intracanal recarregável. Não necessita de troca de bateria, facilitando muito a vida de quem tem dificuldades motoras, além da diminuição de descarte de baterias no meio ambiente e praticidade.

Os aparelhos auditivos evoluem a todo momento, e é cada vez mais possível ter uma adaptação rápida e confortável. A maioria dos aparelhos auditivos atuais está cada dia mais integrada aos meios de comunicação como celular, tablets, TV e computador. Muitos oferecem não só benefícios para o tratamento da perda auditiva, mas também a melhora de sintomas como o zumbido, alterações de equilíbrio, entre outros. Tudo para garantir a sua saúde auditiva com cada vez mais conforto! 

Se você sente dificuldades para ouvir ou você escuta, mas não entende o que as pessoas falam, converse com o Otorrino para saber se o aparelho auditivo pode te ajudar. Tudo começa com um bom exame de audiometria e, quando necessário, exames complementares que levarão ao diagnóstico e à melhor conduta. Se o uso da prótese for indicado, alguns Centros Auditivos oferecem a possibilidade de um teste grátis que pode ser muito valioso antes de iniciar o tratamento e a adaptação. Portanto, procure sempre a avaliação integrada do médico(a) Otorrino e de um Fonoaudiólogo(a) para garantir o sucesso na sua adaptação.

 

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

Dr. Eduardo Garcia
CRM-SP 127.022

Eduardo Garcia

Sobre Eduardo Garcia

Dr. Eduardo Garcia tem ampla experiência na realização de consultas, exames e cirúrgias na área de otorrinolaringologia com atuação há mais de dez anos. Formação Acadêmica – Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC,SP ,2006. – Residência Médica em Otorrinolaringologia pelo Hospital CEMA Especializado, SP. 2008-2011. – Título de Especialização em Otorrinolaringologia pela ABORL e AMB. 2011. – Pós Graduação em Cirurgia Plástica da Face pelo IBPG, SP. 2011-2012. – Médico Assistente e Preceptor do departamento de Otorrinolaringologia do Hospital CEMA Especializado, SP. – Membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORL-CCF). – Membro da Fundação de Otorrinolaringologia (FORL). – Atuação em Otorrinolaringologia clínica e cirúrgica. Adulto e pediátrica. – Atendimento médico humanizado e individualizado, prezando sempre pela ética profissional. – Atuação nos Hospitais : Hospital Samaritano , Hospital Nove de Julho , Hospital Paulista ,Hospital Santa Catarina, Hospital CEMA.

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