Dr. Eduardo Garcia

CRM-SP 127.022
Otorrinolaringologia clinica e cirúrgica

Garganta

CPAP no tratamento da Apnéia Obstrutiva do Sono

Postado por | Garganta |

O uso do CPAP (sigla em inglês para pressão positiva contínua nas vias aérias) tem sido considerado uma das terapias mais seguras e eficazes no tratamento da SAOS (Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono).

O CPAP é um dispositivo composto basicamente de três componentes:   um gerador de ar, um tubo de ar e uma máscara (nasal ou oronasal). O gerador de ar faz o ar circular através do tubo , passando pelo nariz até a garganta, onde a leve pressão positiva mantém abertas as vias respiratórias. Trata-se de um dispositivo pneumático que evita o colapso das vias aéreas superiores.

Ao restabelecer a abertura da via aérea, o uso do CPAP previne os despertares e a fragmentação do sono, promovendo um sono reparador e uma redução significativa de sintomas como cansaço e sonolência diurna. As demais conseqüências da Apnéia do Sono, como pressão alta, nictúria (hábito de urinar à noite), doenças cardíacas (arritmia, angina e infarto) e doença cerebrovascular (“derrame”) também podem ser prevenidas com a terapia com CPAP.

O primeiro paciente com SAOS tratado com o uso de pressão positiva foi em junho de 1981, por Colin Sullivan no Royal Prince Alfred Hospital, em Sidney, Austrália. Até então, restava aos indivíduos graves apenas a traqueostomia permanente. Nos 20 anos que transcorreram desde que o Dr. Sullivan criou o primeiro dispositivo CPAP, os aparelhos evoluíram para máquinas pequenas, algumas praticamente automáticas e que funcionam como verdadeiros monitores do sono.

As principais indicações do uso do CPAP no tratamento da Apnéia Obstrutiva do Sono  são os pacientes com SAOS moderada a grave e pacientes com sonolência excessiva diurna em consequência da SAOS, independente da sua gravidade. O uso do CPAP também pode ser considerado nos casos de SAOS leve e ronco primário. Após a prescrição do equipamento pelo médico otorrinolaringologista , a escolha da máscara deve ser feita pelo paciente, e esta deve ser confortável o suficiente desde que não ocorra vazamento.

O desafio atual no tratamento da SAOS com o CPAP é entender suas principais indicações e desmistificar o seu uso. A aderência ao tratamento depende da disposição do paciente em tratar a Apnéia do Sono e do adequado acompanhamento do paciente no processo de adaptação do aparelho. Uma pressão de tratamento adequada, um sistema cômodo com uma máscara bem adaptada e uma educação detalhada marcam a diferença entre o êxito e o fracasso para muitos usuários de CPAP.

 

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

Dr. Eduardo Garcia

CRM-SP 127.022

Cáseo Amigdaliano

Postado por | Garganta |

 

O cáseo amigdaliano, também chamado de caseum, tonsilíto ou popularmente, bolinha na garganta, se forma em pequenas cavidades existentes nas amígdalas, denominadas  criptas amigdalianas. O cáseo amigdaliano é uma massa viscosa e seu nome deriva do latim caseum, que significa queijo, assemelhando-se assim a uma pequena “bolinha de queijo” com um odor forte e desagradável. A composição do cáseo amigdaliano consiste em células descamadas da boca, proteínas da saliva e restos alimentares que servirão de alimento para microorganismos. Quando essas bactérias digerem as proteínas, são liberadas substâncias que têm mau cheiro.

A presença de cáseo nas amigdalas esta associado  a uma inflamação local crônica, também conhecida como amigalite crônica caseosa ou amigdalite críptica.   Os principais sintomas associados são sensação de desconforto e  irritação na garganta, além de halitose. Os cáseos amigdalianos podem ser expelidos durante a tosse , espirros ou fala. Podem ainda ser removidos mediante o uso de instrumentos como curetas, o que pode levar a ferimentos locais e sangramentos.

O tratamento pode ser clínico através do uso de antiinflamatórios, de gargarejos com soluções salinas e anti-sépticas, com resultados pouco satisfatórios, ou cirúrgicos, através da remoção das amigdalas (amigdalectomia).

 

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

Dr. Eduardo Garcia

CRM-SP 127.022

 

Pigarro na garganta

Postado por | Garganta |

O pigarro é a irritação na garganta, muitas vezes acompanhada de muco, que a deixa seca e causa grande incômodo. Além de desagradável e às vezes doloroso, ficar com pigarro na garganta pode dificultar a passagem do ar, ou seja, a respiração, e prejudicar as cordas vocais, causando rouquidão ou mesmo perda temporária da voz.
É comum que as pessoas tenham pigarro na garganta durante o outono e inverno, devido à baixa umidade do ar e às infecções típicas dessa época do ano, como gripes e resfriados, que geram maior concentração de células da defesa na via respiratória. Quadros de rinite ou sinusite também podem desencadeá-lo.
Em outros casos, porém, o pigarro na garganta pode significar algo mais sério, pois este é um dos primeiros sintomas de refluxo gastro-esofágico ou faringo-laríngeo (quando reflui-se o suco gástrico para o esôfago ou para a laringe), distúrbios digestivos e até mesmo doenças respiratórias. O pigarro também está associado ao tabagismo, que causa danos irreversíveis à garganta e aos demais órgãos (pulmões, pele e coração, principalmente).
Uma anamnese completa, assim como exames como a nasofibrolaringoscopia são fundamentais no diagnóstico e abordagem correta do pigarro na garganta.

 

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).
Dr. Eduardo Garcia
CRM-SP 127.022

Halitose

Postado por | Garganta |

A halitose ou mau hálito refere-se a exalação de odor desagradável pela boca. Cerca de 85% dos casos de halitose estão localizados na cavidade oral devido a problemas dentários (cáries, placa bacteriana), de gengiva (gengivite, periodontite) e de língua (língua saburrosa). Dois pontos da cavidade oral são críticos: os dentes e a região posterior da língua, onde frequentemente ocorrem acúmulo da bactérias. O cheiro da halitose provém da produção de gases por bactérias após a metabolização de alimentos que ficam depositados nestas regiões.A boa escovação dos dentes e da língua, o uso de fio dental e a visita regular ao dentista são fundamentais para evitar o mau hálito.

Outras causas menos frequentes de halitose são, por exemplo, problemas gástricos como o refluxo gastro-esofágico e a gastrite, em especial nos casos em que se detecta a bactéria Helicobacter pylori.  Da mesma forma, pessoas cujas amígdalas têm “buracos”, chamados pelos médicos de criptas, tendem a acumular restos alimentares nestes locais, que são metabolizados formando massinhas brancas conhecidas como cáseo amigdaliano, de cheiro ruim . Na verdade, nem sempre o cáseo amigdaliano é causa de mau hálito. O fato da “pedrinha” ser mau cheirosa não significa que o hálito seja igual.  Outro sítio que pode ser a causa da halitose é o nariz, ocorrendo principalmente devido a quadros de sinusite. A existência de gotejamento pós-nasal pode levar ao acúmulo de substâncias mal cheirosas na base da língua.
A halitose pode também ser fisiológica, ou seja, ocorre normalmente em todas pessoas em determinadas situações como ,por exemplo, quando acordarmos pela manhã . Durante o sono, chegamos a ficar várias horas em jejum. O corpo precisa produzir energia constantemente e em períodos longos de jejum há pouca glicose disponível, levando o organismo a queimar gorduras para produzir energia. A metabolização de gorduras leva à produção de corpos cetônicos, substâncias com odor forte que são eliminadas pelos pulmões. Reparem que toda vez que estamos com muita fome, ou em longos períodos de jejum, ficamos com mau hálito.  Dormir de boca aberta, situação comum em pessoas com congestão nasal crônica, leva a um ressecamento da boca durante a noite e consequente halitose.
Doenças sistêmicas como diabetes, cirrose hepática e insuficiência renal crônica também podem ser causa de halitose. Em raros casos, um tumor oculto da orofaringe ou laringe pode ser a causa do mau cheiro.
Como a grande maioria dos casos têm origem na boca, o dentista costuma ser o melhor especialista para diagnosticar e tratar a halitose. Já o otorrinolaringologista pode ser o melhor médico nos casos de mau hálito originado nas amígdalas, faringe ou nariz.

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).
Dr. Eduardo Garcia
CRM-SP 127.022

Agende uma consulta com o Dr. Eduardo Garcia Clique aqui