Dr. Eduardo Garcia

CRM-SP 127.022
Otorrinolaringologia clinica e cirúrgica

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Aparelho Auditivo

Postado por | Ouvido |

O Aparelho Auditivo também conhecido como Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI) ou simplesmente Prótese Auditiva consiste basicamente em um dispositivo eletroacústico, movido a bateria, que processa e amplifica o som em intensidade sonora suficiente para que seja ouvido confortavelmente por uma pessoa com perda auditiva. O aparelho auditivo não só amplifica o som, mas também modifica os sinais acústicos em intensidade e em características que melhoram a inteligibilidade (entendimento) da fala.
Basicamente, o aparelho auditivo é composto de três partes: um microfone (capta os sons e transforma em sinais elétricos) , um amplificador (amplifica e modifica o sinal elétrico de acordo com a necessidade do paciente) e um receptor (converte o sinal elétrico “tratado” em sinal acústico novamente e os envia para o conduto auditivo).
No passado, os aparelhos auditivos eram analógicos, necessitavam controle manual de volume e tinham programas fixos. Atualmente, graças ao desenvolvimento da tecnologia digital e a um design bastante avançado, é possível encontrar aparelhos auditivos tão pequenos que podem ser colocados no fundo do canal auditivo externo. Ainda que os controles manuais sejam uma opção, os aparelhos auditivos com processamento digital podem coletar e salvar informações sobre diferentes situações, tornando possível até o ajuste automático do aparelho. Os aparelhos auditivos digitais avançados são capazes de reduzir automaticamente os ruídos de fundo e realçar os sons, que são importantes para compreender a fala.
Finalmente, quanto á localização na orelha externa os aparelhos auditivos podem ser classificados em:
1)    Aparelhos Retroauriculares – São utilizados atrás do pavilhão auricular. O som é conduzido até o conduto auditivo através de um tubo plástico. Podem ser utilizados em qualquer idade, principalmente em crianças. Estão indicados em todos os tipos de perdas auditivas.
2)    Aparelhos Intra-auriculares – Este aparelho constitui-se em um cápsula pré moldada que ocupa a concha auricular e o conduto auditivo externo. Este fato proporciona ao microfone do aparelho melhores condições de captação do som pela amplificação natural do pavilhão auricular. É indicado para perdas leves a severas.
3)    Aparelhos Intracanais – Estes aparelhos são menores e ocupam o canal auditivo externo. São muito bem aceitos do ponto de vista estético. São indicados para perdas leves a moderadas.
4)    Aparelhos microcanais – São aparelhos colocados completamente dentro do conduto auditivo externo. Apresentam grande vantagem estética, porém tem difícil manuseio por suas pequenas dimensões.
aparelhosO aparelho auditivo deve ser indicado sempre que houver uma perda auditiva, quando o tratamento clínico e cirúrgico não puderem reparar essa perda e o paciente sentir a necessidade dessa reparação.  A avaliação audiológica é fundamental na indicação e adaptação do aparelho, seja na criança, adulto ou idoso. Através dela é possível detectar a intensidade e o tipo de perda auditiva, se uni ou bilateral, simétrica ou assimétrica e o índice de discriminação e reconhecimanto da fala. Na criança, a indicação do aparelho deve ser feita o mais precoce possível, assim que o diagnóstico de perda auditiva é feito ( o ideal é que seja feito o diagnóstico nos primeiros 3 meses de vida) . A maturação da audição na criança ocorre durante os dois primeiros anos de vida. É nesse período que existe grande plasticidade neuronal e que se dá a aquisição da fala. Daí a importância da estimulação sonora nesta fase.
Curiosidade: O desenvolvimento do aparelho auditivo não seria possível se não fosse pela contribuição de dois dos maiores inventores do final do século XIX e inicio do século XX, Alexandre Grahm Bell amplificou eletronicamente o som em seu telefone usando um microfone de carbono e uma bateria: um conceito que foi adotado pelos fabricantes de aparelhos auditivos. Em 1886, Thomas Edson inventou o transmissor de carbono que alterava os sons em sinais elétricos. Podiam viajar através dos fios e podiam ser convertidos de volta em sons. Essa tecnologia foi usada nos primeiros aparelhos auditivos.
O primeiro aparelho auditivo que usava transmissor de carbono e bateria era tão grande que precisava ficar sobre uma mesa. Na virada do século XXI a tecnologia tornou os aparelhos auditivos menores e mais precisos.

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

Dr. Eduardo Garcia
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Pigarro na garganta

Postado por | Garganta |

O pigarro é a irritação na garganta, muitas vezes acompanhada de muco, que a deixa seca e causa grande incômodo. Além de desagradável e às vezes doloroso, ficar com pigarro na garganta pode dificultar a passagem do ar, ou seja, a respiração, e prejudicar as cordas vocais, causando rouquidão ou mesmo perda temporária da voz.
É comum que as pessoas tenham pigarro na garganta durante o outono e inverno, devido à baixa umidade do ar e às infecções típicas dessa época do ano, como gripes e resfriados, que geram maior concentração de células da defesa na via respiratória. Quadros de rinite ou sinusite também podem desencadeá-lo.
Em outros casos, porém, o pigarro na garganta pode significar algo mais sério, pois este é um dos primeiros sintomas de refluxo gastro-esofágico ou faringo-laríngeo (quando reflui-se o suco gástrico para o esôfago ou para a laringe), distúrbios digestivos e até mesmo doenças respiratórias. O pigarro também está associado ao tabagismo, que causa danos irreversíveis à garganta e aos demais órgãos (pulmões, pele e coração, principalmente).
Uma anamnese completa, assim como exames como a nasofibrolaringoscopia são fundamentais no diagnóstico e abordagem correta do pigarro na garganta.

 

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Descongestionantes Nasais

Postado por | Nariz |

Para explicar a ação do descongestionantes nasais (“gotas” nasais), precisamos saber porque o nariz entope. Ao contrário do que as pessoas pensam, não é o catarro acumulado que entope o nariz. Não adianta assoar que o entupimento continuará. Estar resfriado, gripado ou em crise alérgica causa dilatação dos vasos sanguíneos, ou seja, aumenta a quantidade do sangue que irriga o nariz. Aí, os cornetos, que são projeções de osso e mucosa (órgãos esponjosos) que ficam dentro das narinas, incham causando uma obstrução a passagem de ar.
Os descongestionantes nasais possuem em sua fórmula, substâncias vasoconstritoras capazes de contrair os vasos sanguíneos  e diminuir o inchaço dos tecidos nasais, levando a um efeito descongestinante quase instantâneo. As principais substâncias presentes nas “gotas”nasais são a fenilefrina , a nafazolina e a oximetazolina.
O hábito de pingar continuamente o remédio no nariz, além de viciar pode levar a hipertensão arterial e causar taquicardia.  A longo prazo, os efeitos dos descongestionantes nasais  elevam o risco de trombose e formação de coágulos. Na mucosa nasal, o uso abusivo provoca uma reação inflamatória, fazendo com que seja preciso quantidades cada vez maiores do remédio para se obter bem-estar.
Dificilmente os pacientes viciados nessas medicações conseguem largá-las  sem orientação médica. O ideal é fazer um “desmame”, ou seja, diminuir gradativante a frequência do uso dos descongestionantes nasais. O médico otorrinolaringologista deve associar outras medicações como descongestionantes orais, corticóides tópicos nasais e soro fisiológico, até que o paciente consiga parar o uso das “gotas”descongestionantes. Em alguns casos, pode ser necessário tratamento cirúrgico (cirurgia dos cornetos/turbinectomia) quando a queixa de obstrução nasal persiste após o tratamento medicamentoso.

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Dr. Eduardo Garcia
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Halitose

Postado por | Garganta |

A halitose ou mau hálito refere-se a exalação de odor desagradável pela boca. Cerca de 85% dos casos de halitose estão localizados na cavidade oral devido a problemas dentários (cáries, placa bacteriana), de gengiva (gengivite, periodontite) e de língua (língua saburrosa). Dois pontos da cavidade oral são críticos: os dentes e a região posterior da língua, onde frequentemente ocorrem acúmulo da bactérias. O cheiro da halitose provém da produção de gases por bactérias após a metabolização de alimentos que ficam depositados nestas regiões.A boa escovação dos dentes e da língua, o uso de fio dental e a visita regular ao dentista são fundamentais para evitar o mau hálito.

Outras causas menos frequentes de halitose são, por exemplo, problemas gástricos como o refluxo gastro-esofágico e a gastrite, em especial nos casos em que se detecta a bactéria Helicobacter pylori.  Da mesma forma, pessoas cujas amígdalas têm “buracos”, chamados pelos médicos de criptas, tendem a acumular restos alimentares nestes locais, que são metabolizados formando massinhas brancas conhecidas como cáseo amigdaliano, de cheiro ruim . Na verdade, nem sempre o cáseo amigdaliano é causa de mau hálito. O fato da “pedrinha” ser mau cheirosa não significa que o hálito seja igual.  Outro sítio que pode ser a causa da halitose é o nariz, ocorrendo principalmente devido a quadros de sinusite. A existência de gotejamento pós-nasal pode levar ao acúmulo de substâncias mal cheirosas na base da língua.
A halitose pode também ser fisiológica, ou seja, ocorre normalmente em todas pessoas em determinadas situações como ,por exemplo, quando acordarmos pela manhã . Durante o sono, chegamos a ficar várias horas em jejum. O corpo precisa produzir energia constantemente e em períodos longos de jejum há pouca glicose disponível, levando o organismo a queimar gorduras para produzir energia. A metabolização de gorduras leva à produção de corpos cetônicos, substâncias com odor forte que são eliminadas pelos pulmões. Reparem que toda vez que estamos com muita fome, ou em longos períodos de jejum, ficamos com mau hálito.  Dormir de boca aberta, situação comum em pessoas com congestão nasal crônica, leva a um ressecamento da boca durante a noite e consequente halitose.
Doenças sistêmicas como diabetes, cirrose hepática e insuficiência renal crônica também podem ser causa de halitose. Em raros casos, um tumor oculto da orofaringe ou laringe pode ser a causa do mau cheiro.
Como a grande maioria dos casos têm origem na boca, o dentista costuma ser o melhor especialista para diagnosticar e tratar a halitose. Já o otorrinolaringologista pode ser o melhor médico nos casos de mau hálito originado nas amígdalas, faringe ou nariz.

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Dr. Eduardo Garcia
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