A cirurgia de tubo de ventilação, também chamada de timpanotomia para colocação de tubo de ventilação, é um procedimento amplamente realizado em otorrinolaringologia, especialmente em crianças. Seu objetivo principal é ventilar a orelha média, permitindo a saída de secreções e a equalização da pressão dentro do ouvido.
A colocação de tubo de ventilação é indicada quando há disfunção persistente da tuba auditiva ou doenças recorrentes do ouvido médio.
Os tubos de ventilação são pequenos dispositivos colocados no tímpano para manter uma abertura temporária, permitindo a entrada de ar na orelha média. Eles podem variar em formato, material e tempo de permanência. São feitos de materiais biocompatíveis tais como teflon e silicone. Esses materiais são escolhidos por sua durabilidade e baixa reação inflamatória.

São os mais utilizados na prática clínica. O tubo mais utilizado é o de Sheppard.
Indicados em casos mais complexos ou recorrentes. Tendem a permanecer por mais tempo no tímpano por possuirem abas maiores .Exemplo: Tubo de Paparella
A cirurgia de timpanotomia para tubo de ventilação é considerada simples, rápida e minimamente invasiva. Pode ser feira com microscópio (tradicional) ou com endoscópio (mais recente). Ambas técnicas permitem uma visualização ampla do tímpano. Após , é realizado uma pequena abertura no tímpano geralmente no seu quadrante antero inferior (miringotomia), aspirando-se a secreção local e inserindo o tubo de ventilação no tímpano.

Depende do tipo de tubo:
Na maioria dos casos, o tubo cai sozinho com o tempo.
Depende da orientação médica e do tipo de tubo:
Na maioria dos casos, sim.
A cirurgia de tubo de ventilação é um procedimento simples, eficaz e amplamente utilizado no tratamento de doenças da orelha média, principalmente em crianças. Entretanto, escolha entre tubos de curta permanência, como o de Sheppard, ou de longa permanência, como o de Paparella, deve ser individualizada conforme o quadro clínico e a avaliação do otorrinolaringologista.
É importante destacar que, embora os resultados sejam geralmente muito bons, a cirurgia não garante sucesso absoluto em todos os casos. Em algumas situações pode haver queda precoce do tubo, necessidade de recolocação, persistência da disfunção da tuba auditiva
Por isso, o acompanhamento com o otorrinolaringologista é essencial, tanto para indicar
Médico Otorrinolaringologista formado pela Faculdade de Medicina do ABC, com residência médica pelo renomeado Hospital CEMA e título de especialista pela ABORL-CCF. Possui pós-graduação em Cirurgia Plástica da Face, entregando um nível de excelência técnica, precisão e segurança em cada diagnóstico e procedimento cirúrgico.
Com mais de 15 anos de dedicação à medicina, o seu maior diferencial é o atendimento humanizado. Aborda clinicamente todas as áreas da otorrinolaringologia, com um foco cirúrgico especial em rinologia (cirurgias nasais), tratamentos para o ronco/apneia do sono e otorrinopediatria, ouvindo sempre o paciente com atenção e empatia.