A amigdalectomia é a cirurgia realizada para retirada das amígdalas palatinas, estruturas linfóides localizadas na parte lateral da garganta e que participam da defesa imunológica, principalmente na infância.
Apesar de exercerem função imunológica, em algumas situações as amígdalas tornam-se fonte recorrente de infecções ou obstrução respiratória, sendo indicada sua remoção cirúrgica.
A cirurgia pode ser indicada em diversas situações, entre elas:
Em crianças, uma das indicações mais comuns é o aumento importante das amígdalas associado ao ronco intenso e pausas respiratórias durante o sono.
É a técnica mais tradicional e amplamente realizada. Nela, a amígdala é retirada completamente junto de sua cápsula, através da dissecção do espaço entre a amígdala e a musculatura da garganta.

A cirurgia é feita sob anestesia geral, normalmente sem cortes externos, através da boca.
A técnica por coblação utiliza um equipamento de radiofrequência em plasma de baixa temperatura, conhecido como Coblator.
Esse sistema promove dissecção e coagulação simultaneamente, causando menor dano térmico aos tecidos adjacentes quando comparado ao eletrocautério convencional.

Entretanto, trata-se de uma técnica que envolve maior custo hospitalar devido ao material específico utilizado.
O pós-operatório da amigdalectomia costuma exigir alguns cuidados importantes.
A dor de garganta é esperada e pode durar cerca de 7 a 14 dias. Também é comum dor irradiada para os ouvidos, devido à inervação compartilhada da região. O controle adequado da dor é fundamental para manter boa hidratação e alimentação.
Nos primeiros dias recomenda-se:
Devem ser evitados:
É normal surgir uma placa branca ou amarelada na região operada durante a cicatrização.
Isso não significa infecção, sendo parte natural do processo de recuperação.
O principal cuidado pós-operatório é o risco de sangramento. Ele pode ocorrer:
Qualquer sangramento pela boca deve ser avaliado imediatamente pelo médico ou serviço de emergência.
A recuperação varia de pessoa para pessoa, mas geralmente:
As amígdalas participam do sistema imunológico, principalmente na infância. Porém, quando estão causando infecções frequentes ou obstrução respiratória, os benefícios da cirurgia geralmente superam possíveis prejuízos imunológicos. O organismo possui diversos outros mecanismos de defesa.
Sim, principalmente em crianças com amígdalas muito aumentadas. A retirada das amígdalas pode melhorar significativamente a passagem do ar durante o sono.
Sim. O cáseo amigdaliano — também conhecido como “bolinhas” ou placas com mau cheiro — ocorre pelo acúmulo de resíduos alimentares, bactérias e células dentro das criptas das amígdalas.
Em muitos casos, o tratamento clínico e medidas de higiene conseguem controlar os sintomas. Porém, quando o cáseo é muito frequente, causa mau hálito importante, desconforto recorrente ou inflamações repetidas, a amigdalectomia pode ser indicada como tratamento definitivo.
A amigdalectomia é uma cirurgia segura e bastante eficaz quando bem indicada, podendo melhorar significativamente quadros de infecção recorrente, ronco, apneia do sono e obstrução respiratória. A escolha da técnica cirúrgica depende da avaliação individual de cada paciente, experiência do cirurgião e disponibilidade dos recursos hospitalares.
Portanto, a avaliação com o médico otorrinolaringologista é fundamental para definir a melhor abordagem e orientar adequadamente sobre os benefícios, riscos e recuperação do procedimento.
Médico Otorrinolaringologista formado pela Faculdade de Medicina do ABC, com residência médica pelo renomeado Hospital CEMA e título de especialista pela ABORL-CCF. Possui pós-graduação em Cirurgia Plástica da Face, entregando um nível de excelência técnica, precisão e segurança em cada diagnóstico e procedimento cirúrgico.
Com mais de 15 anos de dedicação à medicina, o seu maior diferencial é o atendimento humanizado. Aborda clinicamente todas as áreas da otorrinolaringologia, com um foco cirúrgico especial em rinologia (cirurgias nasais), tratamentos para o ronco/apneia do sono e otorrinopediatria, ouvindo sempre o paciente com atenção e empatia.