Dr. Eduardo Garcia

CRM-SP 127.022
Otorrinolaringologia clinica e cirúrgica

Eduardo Garcia

Desvio de septo

Postado por | Nariz |


Você sabe o que é desvio de septo? Septo nasal é uma parede constituída por osso, cartilagem e mucosas que separa uma narina da outra. O esperado seria que essa separação resultasse em duas fossas nasais idênticas, o que raramente acontece. O desvio de septo pode ser um distúrbio congênito ou manifestar-se na infância, durante o desenvolvimento dos ossos da face. Ou, então, resultar de processos inflamatórios, infecciosos crônicos ou cirurgia. Pode, ainda, ser provocado por traumatismos. A pessoa fere o nariz numa queda, num acidente automobilístico ou ao praticar esportes, por exemplo. O principal sintoma do desvio de septo nasal é a dificuldade de respirar pelo nariz. Além disso, outros sintomas do desvio de septo são:
• Dor de cabeça ou no rosto;
• Sangramento pelo nariz;
• Apneia de sono;
• Nariz entupido;
• Ronco;
• Cansaço excessivo.
Nem sempre os desvios de septo precisam ser corrigidos cirurgicamente. A cirurgia (septoplastia) é indicada, quando a distorção dificulta a passagem do ar pelas vias aéreas. Nos casos em que ela se faça necessária, é importante verificar se, além do desvio, existem outros fatores responsáveis pela obstrução nasal.

Todas as informações fornecidas neste website têm caráter meramente informativo, com o objetivo de complementar, e não substituir, as orientações do seu(sua) médico(a).

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CPAP no tratamento da Apnéia Obstrutiva do Sono

Postado por | Garganta |

O uso do CPAP (sigla em inglês para pressão positiva contínua nas vias aérias) tem sido considerado uma das terapias mais seguras e eficazes no tratamento da SAOS (Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono).

O CPAP é um dispositivo composto basicamente de três componentes:   um gerador de ar, um tubo de ar e uma máscara (nasal ou oronasal). O gerador de ar faz o ar circular através do tubo , passando pelo nariz até a garganta, onde a leve pressão positiva mantém abertas as vias respiratórias. Trata-se de um dispositivo pneumático que evita o colapso das vias aéreas superiores.

Ao restabelecer a abertura da via aérea, o uso do CPAP previne os despertares e a fragmentação do sono, promovendo um sono reparador e uma redução significativa de sintomas como cansaço e sonolência diurna. As demais conseqüências da Apnéia do Sono, como pressão alta, nictúria (hábito de urinar à noite), doenças cardíacas (arritmia, angina e infarto) e doença cerebrovascular (“derrame”) também podem ser prevenidas com a terapia com CPAP.

O primeiro paciente com SAOS tratado com o uso de pressão positiva foi em junho de 1981, por Colin Sullivan no Royal Prince Alfred Hospital, em Sidney, Austrália. Até então, restava aos indivíduos graves apenas a traqueostomia permanente. Nos 20 anos que transcorreram desde que o Dr. Sullivan criou o primeiro dispositivo CPAP, os aparelhos evoluíram para máquinas pequenas, algumas praticamente automáticas e que funcionam como verdadeiros monitores do sono.

As principais indicações do uso do CPAP no tratamento da Apnéia Obstrutiva do Sono  são os pacientes com SAOS moderada a grave e pacientes com sonolência excessiva diurna em consequência da SAOS, independente da sua gravidade. O uso do CPAP também pode ser considerado nos casos de SAOS leve e ronco primário. Após a prescrição do equipamento pelo médico otorrinolaringologista , a escolha da máscara deve ser feita pelo paciente, e esta deve ser confortável o suficiente desde que não ocorra vazamento.

O desafio atual no tratamento da SAOS com o CPAP é entender suas principais indicações e desmistificar o seu uso. A aderência ao tratamento depende da disposição do paciente em tratar a Apnéia do Sono e do adequado acompanhamento do paciente no processo de adaptação do aparelho. Uma pressão de tratamento adequada, um sistema cômodo com uma máscara bem adaptada e uma educação detalhada marcam a diferença entre o êxito e o fracasso para muitos usuários de CPAP.

 

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Doença de Menière

Postado por | Ouvido |

A doença de Ménière é uma labirintopatia que foi  inicialmente descrita por Prosper Menière em 1861 e em sua homenagem foi então denominada. Trata-se de uma doença que afeta o ouvido interno, sendo causada pelo aumento de pressão da endolinfa, o fluido biológico que preenche os canais semicirculares (labirinto).  A doença de Menière é um dos principais tipos do que chamamos popularmente de “labirintite”.

A doença de Menière é caracterizada por crises de: vertigens (sensação de rotação tanto do corpo quanto do ambiente) , zumbidos (percepção de ruído geralmente de tom agudo) e hipoacusia (diminuição da audição). Esses sintomas nem sempre estão presentes simultaneamente. Muitas pessoas podem também se queixar de uma sensação de pressão ou plenitude no ouvido afetado.

A doença de Ménière raramente é bilateral (afeta os dois ouvidos em apenas 10% a 15% dos casos). A perda auditiva geralmente é flutuante, ou seja, a audição piora nas crises e se recupera parcialmente ao seu final. Ao longo do tempo, e após sucessivas crises, a tendência é que audição fique seriamente comprometida.

As mulheres são mais afetadas que os homens e a maior incidência da doença  ocorre entre a quarta e quinta décadas de vida.

Nas crises além dos sintomas clássicos da doença (vertigem, zumbido e hipoacusia)  ainda é comum que aconteçam náuseas e vômitos, geralmente acompanhados de dor de cabeça. Uma crise pode durar desde poucos minutos ou até permanecer por vários dias.

Para a grande maioria dos pacientes o tratamento da doença de Menière é clínico, com uso de medicamentos, apenas durante as crises. Fisioterapia de reabilitação labiríntica pode ajudar em muitos casos.

Pode-se optar também pela solução cirúrgica (a cirurgia é denominada de descompressão de saco endolinfático), que é um procedimento reservado para os casos refratários aos tratamentos clínicos, em pacientes com grande perda de qualidade de vida, com vertigens incapacitantes.

 

 

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Epistaxe

Postado por | Nariz |

A epistaxe é definida como o  sangramento originário da mucosa das fossas nasais, sendo causada  por inúmeros fatores, locais ou sistêmicos. É  uma afecção comum na prática médica, sendo considerada uma das principais emergências otorrinolaringológicas. Estima-se que aproximadamente 60% da população apresentam pelo menos um episódio de epistaxe durante a vida.

A epistaxe afeta todas as idades, sem predileção por sexo. Ocorre mais frequentemente no inverno, em virtude das alterações climáticas (baixa umidade relativa do ar e baixas temperaturas), que levam a uma maior fragilidade da mucosa nasal.

Aproximadamente 90% dos sangramentos nasais têm origem na região anterior do septo nasal e são mais frequentes em crianças e adultos jovens. Geralmente são fáceis de serem controlados, raramente evoluindo com complicações.

Já os sangramentos posteriores, apesar de menos comuns, são mais graves. São mais prevalentes em idosos, necessitando frequentemente de medidas invasivas para o seu controle. Em cerca de 24% dos casos necessitam de transfusão sanguínea.

Entre as principais causas de epistaxe estão:  gripes, sinusites, traumatismos, corpos estranhos, alterações da coagulação do sangue, hipertensão arterial descontrolada, entre outros.

Diversos tratamentos têm sido propostos com o objetivo de controlar a epistaxe, com base em sua localização, na etiologia do sangramento e na experiência do médico.

O tratamento da epistaxe pode ser feito na maioria dos casos através da cauterização química do vaso sangrante com nitrato de prata ou ácido tricloroacético. Na presença de sangramento ativo difuso ou não localizado ou após falha na cauterização, recorre-se ao tamponamento nasal.

Orientações gerais, como repouso, colocação de gelo, compressão digital, compressa fria no nariz, evitar banho e alimentos quentes, evitar medicações derivadas de AAS e não tomar sol, são fornecidas a todos os pacientes com epistaxe, independentemente do tratamento realizado.

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Otite externa difusa aguda

Postado por | Ouvido |

A otite externa difusa aguda é uma afecção extremamente comum nessa época do ano, respondendo por um grande número de atendimentos nas emergências de Otorrinolaringologia. Consiste na inflamação aguda e difusa da pele que reveste o canal auditivo externo, causada predominantemente por bactérias. O paciente chega ao consultório queixando -se  de forte dor de ouvido (otalgia) após nadar em piscinas, mar ou rios. Por isso, também é conhecida como “otite do nadador”. A presença da água acaba alterando as propriedades de defesa do canal auditivo externo ,tornando-o mais suscetível a infecções. A dor pode ser intensa, acentuada pelo toque no pavilhão auricular e em regiões próximas ao pavilhão. Pode inclusive ocorrer durante a mastigação.

Ao exame físico, podemos encontrar edema e hiperemia do conduto auditivo externo, com secreção mucopurulenta em pequena quantidade. Em certos casos, a membrana timpânica pode não ser visível, devido ao edema intenso do conduto.

O tratamento da otite externa difusa aguda geralmente é feito com antibióticos tópicos, sob a forma de gotas otológicas, associados a analgésicos e antiinflamatórios.  Em alguns casos,  aspiração auricular e curativos otológicos são necessários no ato da consulta, principalmente nos casos onde existe um importante edema/inchaço do conduto auditivo externo. Nos casos graves, antibióticos orais e sistêmicos podem ser associados ao  tratamento.

 

 

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Cáseo Amigdaliano

Postado por | Garganta |

 

O cáseo amigdaliano, também chamado de caseum, tonsilíto ou popularmente, bolinha na garganta, se forma em pequenas cavidades existentes nas amígdalas, denominadas  criptas amigdalianas. O cáseo amigdaliano é uma massa viscosa e seu nome deriva do latim caseum, que significa queijo, assemelhando-se assim a uma pequena “bolinha de queijo” com um odor forte e desagradável. A composição do cáseo amigdaliano consiste em células descamadas da boca, proteínas da saliva e restos alimentares que servirão de alimento para microorganismos. Quando essas bactérias digerem as proteínas, são liberadas substâncias que têm mau cheiro.

A presença de cáseo nas amigdalas esta associado  a uma inflamação local crônica, também conhecida como amigalite crônica caseosa ou amigdalite críptica.   Os principais sintomas associados são sensação de desconforto e  irritação na garganta, além de halitose. Os cáseos amigdalianos podem ser expelidos durante a tosse , espirros ou fala. Podem ainda ser removidos mediante o uso de instrumentos como curetas, o que pode levar a ferimentos locais e sangramentos.

O tratamento pode ser clínico através do uso de antiinflamatórios, de gargarejos com soluções salinas e anti-sépticas, com resultados pouco satisfatórios, ou cirúrgicos, através da remoção das amigdalas (amigdalectomia).

 

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