Um apito fino, um chiado de panela de pressão, um som de cigarra ou o barulho de uma cachoeira. Não importa como ele soa, a realidade de quem sofre com o zumbido no ouvido (acúfeno) é frequentemente acompanhada de angústia, ansiedade e noites mal dormidas.
Muitos pacientes chegam ao meu consultório no Paraíso já desanimados, trazendo consigo uma frase muito cruel que ouviram ao longo da vida: “Zumbido não tem cura, você vai ter que aprender a conviver com ele”.
Como otorrinolaringologista com 15 anos de experiência, posso afirmar: essa é uma meia verdade que prejudica muito o tratamento. Embora o zumbido seja um desafio médico, a medicina moderna oferece, sim, diversas opções para aliviar e, em muitos casos, eliminar esse sintoma. O segredo está em entender a sua origem.
O primeiro ponto que você precisa entender é que o zumbido não é uma doença em si, mas sim um sintoma. Ele é como a luz vermelha no painel do seu carro avisando que algo não está funcionando bem no motor. O som que você ouve é, na verdade, uma “ilusão auditiva” criada pelo seu cérebro, que tenta compensar a falta de estímulos sonoros adequados ou reage a alguma agressão no sistema auditivo.
Para desligar o alarme, precisamos descobrir o que o disparou. As causas são incrivelmente variadas, e é por isso que o diagnóstico exige um olhar investigativo:
1. Perda Auditiva (A causa número um): Cerca de 90% das pessoas que têm zumbido apresentam algum grau de perda auditiva. Pode ser a perda natural relacionada à idade (presbiacusia) ou causada pela exposição prolongada a ruídos intensos (fones de ouvido altos, shows, ambiente de trabalho). Quando o ouvido deixa de captar certas frequências, o cérebro “aumenta o volume” interno para tentar ouvir, gerando o chiado.
2. Rolha de Cera: Pode parecer simples, mas o acúmulo excessivo de cerúmen no canal auditivo bloqueia a entrada do som e altera a pressão no ouvido, sendo uma causa muito comum e de facílima resolução no consultório.
3. Problemas Metabólicos e Cardiovasculares: O ouvido interno é um órgão extremamente sensível à falta de oxigenação e nutrientes. Alterações na tireoide, picos de pressão arterial, diabetes, colesterol alto e até o consumo excessivo de cafeína e açúcar podem danificar as células auditivas e gerar o zumbido.
4. Alterações na Articulação da Mandíbula (DTM): Problemas na articulação temporomandibular (aquela que usamos para mastigar e falar) ou o bruxismo (apertar os dentes à noite) geram tensões musculares que se irradiam para o ouvido, criando zumbidos que costumam mudar de intensidade quando você movimenta a boca ou o pescoço.
O caminho para o alívio e a devolução da sua qualidade de vida começa com uma investigação médica detalhada. Na nossa clínica, realizamos exames fundamentais, como a Audiometria Tonal e Vocal, que mapeia a sua capacidade auditiva com precisão.
O tratamento, portanto, é totalmente individualizado e depende da causa descoberta:
Se for cera, uma simples lavagem ou remoção mecânica resolve.
Se houver perda auditiva, o uso de aparelhos auditivos modernos é o tratamento padrão-ouro. Além de devolverem a audição, muitos desses aparelhos emitem um som terapêutico (mascaramento) que “engana” o cérebro e faz o zumbido desaparecer ou se tornar imperceptível.
Se a causa for metabólica, ajustamos a sua saúde global com medicações e orientações de estilo de vida.
Se houver tensão muscular, trabalhamos em conjunto com fisioterapeutas e dentistas especialistas em DTM.
Conviver com o zumbido drena a sua energia, afeta a sua concentração no trabalho e destrói o seu sono. Não aceite o diagnóstico de que “não há o que fazer” sem antes passar por uma avaliação otorrinolaringológica completa.
O zumbido está tirando a sua paz? Vamos investigar a verdadeira causa e buscar o melhor tratamento para você. Fale com a nossa equipe e agende a sua consulta presencial.
Médico Otorrinolaringologista formado pela Faculdade de Medicina do ABC, com residência médica pelo renomeado Hospital CEMA e título de especialista pela ABORL-CCF. Possui pós-graduação em Cirurgia Plástica da Face, entregando um nível de excelência técnica, precisão e segurança em cada diagnóstico e procedimento cirúrgico.
Com mais de 15 anos de dedicação à medicina, o seu maior diferencial é o atendimento humanizado. Aborda clinicamente todas as áreas da otorrinolaringologia, com um foco cirúrgico especial em rinologia (cirurgias nasais), tratamentos para o ronco/apneia do sono e otorrinopediatria, ouvindo sempre o paciente com atenção e empatia.